Câmara aprova PEC do SUAS que prevê recursos mínimos para Assistência Social

A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a PEC 383/2017, que estabelece financiamento mínimo para o Sistema Único de Assistência Social. A proposta ainda precisa passar por segunda votação antes de seguir ao Senado.

RESUMO
PEC do SUAS avança e garante mínimo de recursos para assistência.

  • Proposta prevê 1% da receita da União para o SUAS
  • Texto ainda precisa de aprovação em 2º turno
  • Medida busca dar estabilidade ao financiamento da área

PEC do SUAS enfim avança na Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 383/2017, que prevê a destinação mínima de recursos para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A matéria ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa antes de ser encaminhada ao Senado Federal. O deputado federal Aliel Machado, que assinou a proposta ainda em 2017, destacou a importância do avanço da medida.

“Foi aprovada hoje, em primeiro turno, uma proposta que tramita há muitos anos e representa um grande avanço para o país”, afirmou.

Aliel Machado, deputado federal (PV)
Aliel Machado PEC do SUAS
Aliel Machado em sessão da Câmara - Foto: Divulgação

Financiamento mínimo e previsibilidade

A PEC estabelece que a União deverá aplicar, no mínimo, 1% da Receita Corrente Líquida (RCL) na assistência social.

Segundo Aliel, a proposta busca corrigir a falta de previsibilidade orçamentária da área, frequentemente impactada por cortes.

“Hoje temos garantias para saúde e educação, mas a assistência social sofre com a falta de planejamento e contingenciamento”, disse.

De acordo com o parlamentar, a medida pode contribuir para ampliar a contratação de profissionais e garantir a continuidade de serviços como os ofertados pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Impacto para municípios e profissionais

O deputado também ressaltou que a proposta atende uma demanda de gestores municipais e profissionais da área.

“É uma resposta aos prefeitos e aos trabalhadores que enfrentam dificuldades por falta de estrutura e recursos”, afirmou.

A expectativa é que o financiamento mínimo proporcione maior estabilidade para a execução das políticas públicas voltadas à população em situação de vulnerabilidade.

Política de Estado

Aliel destacou ainda que o avanço da PEC reforça a consolidação da assistência social como política pública permanente.

“Não é uma ação de governo, é uma política de Estado, estruturada para atender quem mais precisa”, afirmou.

A proposta segue agora para votação em segundo turno, etapa necessária para continuidade da tramitação no Congresso Nacional.

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