Nova unidade da Polícia Científica em PG amplia investigações nos Campos Gerais

Ponta Grossa passa a contar com uma nova estrutura da Polícia Científica do Paraná, inaugurada nesta quinta-feira (19), com investimento de R$ 15,4 milhões. A unidade amplia a capacidade de produção de provas periciais e fortalece o atendimento em 14 municípios dos Campos Gerais.

A unidade conta com 2,8 mil metros quadrados de área construída e passa a operar com um portfólio de 122 tipos de exames periciais. A estrutura será utilizada por uma equipe de 42 servidores, entre peritos oficiais e técnicos.

Com a ampliação, o atendimento passa a abranger municípios como Castro, Palmeira, Jaguariaíva e Imbituva, fortalecendo a regionalização dos serviços e a agilidade nas análises.

Investimento e impacto na segurança pública

Durante a inauguração, o vice-governador Darci Piana destacou o papel da estrutura na investigação de crimes.

Nova unidade da Polícia Científica em PG amplia investigações nos Campos Gerais
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

“A Polícia Científica é fundamental para a resolução de crimes. Temos investido porque é isso que garante resultados, como já aconteceu em grandes operações no Paraná. Aqui em Ponta Grossa, além de fortalecer as investigações, essa estrutura dentro da universidade dá uma oportunidade única para os alunos participarem desse ambiente e aprenderem na prática.”

O secretário de Segurança Pública, Hudson Teixeira, afirmou que a unidade atende a uma demanda antiga da região.

“Uma unidade moderna como essa melhora a qualidade do atendimento, dá mais celeridade às investigações da Polícia Civil e qualifica o atendimento ao público.”

Parceria com a UEPG e formação acadêmica

A nova estrutura da Polícia Científica foi implantada em parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e inclui espaços voltados ao ensino e à pesquisa, como auditório, salas de aula e um observatório tanatológico.

O diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Ciro Pimenta, destacou a integração com a universidade. “Estar dentro da universidade é muito importante porque nós, peritos, trabalhamos com a produção de provas por meio do método científico, que muitas vezes é desenvolvido na academia. Isso abre novas possibilidades de integração com a UEPG, em pesquisa e extensão, trazendo muitos benefícios para a nossa atuação”, explica.

O reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, afirmou que o espaço deve ampliar a formação prática dos estudantes. “Aqui vai funcionar o primeiro IML universitário do Brasil, que vai conciliar o trabalho da Polícia Científica com as atividades dos alunos da área da saúde no Centro de Anatomia. Os estudantes vão poder viver uma experiência real de trabalho, o que melhora a formação, além de possibilitar pesquisas e projetos conjuntos”, afirma.

Novos equipamentos e áreas de atuação

Entre os equipamentos disponíveis estão um tanque balístico e um microscópio comparador de alta tecnologia, que auxiliam na análise de projéteis e integram o Sistema Nacional de Análise Balística.

A unidade também passa a contar com novas áreas, como a Antropologia Forense, ampliando o suporte às investigações criminais.

Além disso, o espaço inclui ambientes destinados ao atendimento de vítimas, com estrutura específica para exames clínicos, incluindo verificação de violência sexual, com foco em acolhimento e privacidade.

Integração com saúde e novos projetos

No mesmo complexo, está em fase final de implantação o Centro de Anatomia da UEPG, com quase mil metros quadrados. O espaço será utilizado para ensino, pesquisa e prática nas áreas da saúde.

Durante o evento, também foi anunciado um protocolo de intenções para implantação do primeiro Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) da região, em uma parceria entre as secretarias estaduais da Segurança Pública e da Saúde e a UEPG. O projeto será iniciado em Ponta Grossa, com previsão de funcionamento em até oito meses e investimento estimado de R$ 1,4 milhão.

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